Aqui a palavra de ordem é "carinho". Chegar a um restaurante e ser
imediatamente abraçado pelo anfitrião é uma experiência invulgar.
Começar a comer menos de 10 minutos depois de se ter feito o pedido
(tudo o que havia na lista, praticamente) é supreendente. Mas o que
tempera a eficiência e qualidade deste espaço é sem dúvida o carinho
demonstrado por todos os que daquela experiência fazem parte: o Sr.
Castro, num carrossel imparável de travessas e copos de três, a D.
Luísa, que por entre ameaças, abraços e berros, regista tudo e controla
tudo, os restantes empregados que nos presenteiam com pequenas estrofes
de versos mais ou menos obscuros, incentivos na hora de beber o bagaço,
ou simplesmente levantar aquele prato que já não nos lembrávamos ter à
nossa frente.
A Casa do Minho é mais do que um restaurante ou uma
refeição. É a alegria de todos os que nela participam com uma dedicação
só possível a quem se agrada com o agrado dos outros. No final de tudo
ficam os amigos que fizemos, momentos hilariantes (e às vezes
embaraçosos) e a certeza de que é um local a revisitar. Com tudo isto
nem falei da comida, mas basta dizer que é Minhota, doses generosas e um
preço como já não existe. O resto podem imaginar.


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