A nossa ida à Grande Muralha da China começa com uma guia chinesa chamada Lucy (ou "Lulu", como preferia ser chamada) a propor-nos um "No Shopping Tour". Para enquadrar o atractivo desta proposta é preciso destacar que no ano passado fomos à Turquia num esquema "excursionista" com um grupo de portugueses marretas entre os 40 e os 60 anos. Não me interpretem mal: eram pessoas impecáveis e seriam certamente uma companhia muito agradável para uma almoçarada de cozido, mas não especialmente para uma viagem de 9 dias que envolvia passar algum (bastante) tempo num autocarro. O vídeo abaixo explica melhor o que pretendo dizer:
Apercebendo-nos assim que a visita não iria incluir fadistas, comediantes brejeiros, visitas a lojas de medicina tradicional chinesa, espectáculos de acrobacia ou qualquer tipo de entertainers e tourist traps rapidamente nos decidimos a aproveitar a oportunidade. E em boa hora o fizemos.
Não tenho a intenção de vos maçar com História, já que hoje em dia o mero acesso à Internet transforma muitos de nós em repositórios de factos aleatórios e (na maior parte das vezes) inúteis. Não obstante, deixo-vos apenas com a informação de que a Muralha começou a ser construída no século V a.C., tendo a sua edificação terminado em meados do séc. XVII d.C.. Isto significa, grosso modo, que a História da Muralha precede a de impérios como o Persa ou o Romano e a de religiões como o Cristianismo ou o Islamismo. As dimensões são igualmente titânicas: cerca de 21.000 km de comprimento, segundo a Administração Chinesa para o
Património Cultural.
Estes dados são bem ilustrativos da antiguidade e dimensão da civilização chinesa e poucos monumentos o demonstraram para mim melhor que a Muralha da China. Não consigo descrever a sensação de êxtase misturado com admiração e respeito que me invadiu quando finalmente me vi a percorrer esta serpente milenar (desculpem a foleirada), pelo que deixo que as imagens digam o resto.
Estes dados são bem ilustrativos da antiguidade e dimensão da civilização chinesa e poucos monumentos o demonstraram para mim melhor que a Muralha da China. Não consigo descrever a sensação de êxtase misturado com admiração e respeito que me invadiu quando finalmente me vi a percorrer esta serpente milenar (desculpem a foleirada), pelo que deixo que as imagens digam o resto.









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